quarta-feira, 3 de julho de 2019

A FÔRMA QUE FORMA








Em 1976 eu tive a felicidade de participar de uma Convenção de uma igreja evangélica em São Paulo e lembro-me bem do tema daquele evento. Baseado em I Timóteo 4:12b "torna-padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza".

Lembro-me ainda da linda flâmula dada aos senhores convencionais, inscritos para os devidos desígnios que lhes seriam conferidos. Era um tempo precioso, os homens e mulheres que ali estavam tinham consciência do compromisso que abracariam doravante quando investidos em um novo ofício(não gosto de cargo e nem função) e que com todo aquele cabedal de conhecimento adquirido nos cursos preparatórios, deveriam ser uma espécie de fôrma que forma.

Ser uma fôrma que forma é ter a habilidade de gerar gente nos mesmos moldes, com as mesmas caraterísticas, com padrão igual e assim dar continuidade à proposta que se pretende como igreja que levanta com base no chamado de Deus, homens que sejam sal fora do saleiro, que deem gosto às coisas insossas deste mundo tão contaminado pelo pecado.

Por favor, entenda, não estou falando em clonagem ou cópia discipular, de ser tudo igual, de falar todo mundo o mesmo jargão. Não, estou falando algo mais sério, de gente que toma para si o chamado de ser "padrão" , isto é, que se torna referência ou modelo.

O apóstolo Paulo ao escrever ao jovem Timóteo tem convicção no seu linguajar trazendo recomendação de tamanha responsabilidade cristã " torna-te padrão". Padrão, modelo na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza. E esta recomendação não para em Timóteo mas estende-se a todos os que aspiram o atender a designação do Senhor Jesus de que "somos sal e luz de mundo". E estas coisas me fazem pensar seriamente no porque então, se temos tamanha instrução aliada ao chamado, porque encontramos tanta gente se "conformando com os padrões mundanos", deixando-se moldar pela fôrma errada?

Por exemplo, Provérbios 24:21 diz :" teme ao Senhor, filho meu, e ao rei e não te associes com os revoltosos", e é uma boa palavra para ser cumprida aos que pretendem ser "referenciais", "modelos", "fôrmas" e "padrões". Mas, me causa espanto ver tanto sujeira circulando pela internet à guisa de defesa de direitos ou ainda de cobrança das atitudes negativas dos nossos homens públicos. É gente que tem uma "síndrome de estilingue" que para si tudo e todos são vidraças, alvos perfeitos da sua inquietação e então miram os seus bombardeiros eletrônicos e disparam milhares manifestações midiáticas tecendo críticas e divulgando as falhas dos homens investidos em cargos públicos.

Veja bem, não estou postulando aqui a condição de "advogado do diabo", sem dúvidas tudo o que temos visto pelos homens que deveriam ser exemplos realmente chocam, ou melhor, traem a confiança que lhes foi depositada através do sufrágio universal. Mas eu quero me deter em um fator de suma importância, ou melhor, uma análise mais fria destes males que experimentamos pela práticas dos distintos que deveriam fazer o certo e não fazem.

A questão é:"que direito tem um povo de cobrar os que fazem errado, se este povo, na sua maioria pratica coisas tão erradas quanto? Por exemplo:" estacionar na calçada, na maioria das vezes debaixo das placas proibitivas, subornar ou tenta subornar quando é pego cometendo infração, trocar o voto por caminhão de terra, areia e até por umas merrecas, dirigir falando no celular, trafegar pela direita no acostamento quando de um congestionamento, parar em fila dupla em frente às escolas(pensa que é o filho do prefeito, dono da rua), por mesas e churrasqueiras nas calçadas, pegar atestado médico sem estar doente para faltar ao trabalho, faz "gatonet", tv a cabo, luz, etc, passar escritura no valor abaixo do comprado para pagar menos impostos, estacionar em vagas de deficientes ou idosos, pilotar moto sem capacete, comprar produto pirata com a consciência de que é pirata, emplacar o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA, levar do ambiente de trabalho clipes, canetas, lápis e o que der para levar como se isso não fosse roubo, viajar para o exterior e não falar a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que leva ou traz na bagagem.

No mínimo alguém vai dizer, mas este não é o padrão do crente, mas quanta gente que diz professar a palavra que é pego com as mãos na botija. Ou será que estou enganado ou sonhei isto? Se cada crente cumprir o designado de Paulo à Timóteo então estaríamos cheios de razão de fazer as cobranças dos homens públicos desta nação. Há uma necessidade de começarmos urgentemente a por em prática a transformação pessoal, isto é, cada um tornando padrão modelo para que a Nação se transforme.

Queremos políticos honestos, mas muitas vezes passamos o farol vermelho porque não tem guarda nenhum olhando. Será que por ventura, estes políticos que fazemos correntes na internet denunciando suas mazelas são ilustres visitantes de outro planeta, são extra-terrestres? Não, são pessoas oriundas do meio do mesmo povo que pratica todos os absurdos citados acima.

Então Deus tem uma esperança em cada filho Dele que obedeça este texto de Paulo para adotarmos já uma mudança comportamental, começando com um que segue a Palavra. Estamos esperando o Brasil mudar, os políticos mudarem, mas precisamos nos "tornar padrão e exemplo" para que esta mudança aconteça. E ela deve começar dentro de cada um, nas nossas casas, nas nossas atitudes.

Me impressiona sobremaneira o discurso que está aí que é preciso urgente deixar um Brasil melhor para os nossos filhos, quando estamos cometendo um gravíssimo erro de não aplicarmos em atentar para a Palavra de Deus e deixarmos filhos melhores para o Brasil. Filhos educados por princípios de honestidade, dignidade, ética e responsabilidade.

Não adianta a reclamação, o vem para rua, o "panelaço" tentando forçar a mudança via " de fora para dentro ", é preciso começar já uma mudança interior como diz Paulo em Romanos capitulo 12: 2 "Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." Engaje-se nesta receita de Deus para uma Nação melhor, seja uma "fôrma que forma" gente de padrão, que seja exemplo e modelo para o nosso Brasil.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

QUEM USA MATERIAL ADEQUADO, OBTÉM MELHOR RESULTADO



De tempos em tempos procuro reorganizar meu arquivo de bagunças, lá tem de tudo, mas por incrível que pareça, setorizado, ou trocando em miúdos, se assim é possível, até minhas bagunças sãos organizadas. Ontem foi a vez dos documentos, papeis antigos, históricos escolares, diplomas, certificados de tudo quanto é curso  realizado, e olha o que eu encontrei, o diploma do 4º.ano, na época, considerado o certificado de conclusão do curso primário, datada de 14 de dezembro de 1962, data em que tive que ir à Itapira para a formatura, já que tinha me mudado para Mogi Guaçu em 08 de dezembro. Como fechei todas as matérias no ultimo bimestre, já estava de férias desde o primeiro dia de dezembro.

O diploma, como a gente chamava, está meio massacrado de tanto que já andou, primeiro emprego, outros estabelecimentos que exigiam a apresentação, até para o curso de admissão ao ginásio, já que naquela época não existia xerox, mas como se percebe pela foto tem algo patenteado no certificado que foi feito para durar muito tempo: o nome do diretor da Escola e o nome do formando, no caso, eu, José Armando Vanelli.


Mas porque estes dois nomes, a data do nascimento e a data do diploma estão tão legíveis? Por que foram escritos com material adequado, neste caso, com tinta nanquim. A tinta nanquim tem propriedades de grande fixação. Ela era na época do diploma, obtida a partir da tinta preta liberada pelos moluscos marinhos da família dos octópodes (polvo e lula), hoje é fabricada a partir de uma mistura de cânfora, gelatina em pó escuro conhecido como pó-de-sapato. 

Tanto faz, em 1962 ou em 2019, a nanquim era e é material adequado, logo em um certificado, diploma, brasão, ou outro local de impressão, o resultado é para longa duração.


Tudo isto escrevi para falar acerca do Salmo 45. E porque por que o salmo 45 fala de algo que não pode ser teórico, antes prático e envolvente. Já ao iniciar o salmo, os autores falam de algo que revela a convicção de um cântico ao Senhor: “ o meu coração transborda de boas palavras”. Lembro me certa vez que visitava uma senhora de idade e ela pôs água no fogo para fazer um café, e de repente eu comecei a ouvir uma espécie de chiado forte, um apito estridente e perguntei o que isto minha irmã? E ela me respondeu toda feliz, a minha chaleira assovia quando a água está fervendo.


Tenho pensado seriamente sobre todo este tempo que tenho pregado a palavra de Deus, que um ministro de Deus não pode se apresentar friamente diante de um publico para trazer a mensagem de Deus, antes tem assumir o púlpito com um coração fervente, pois o que vem de Deus é animador e estimulante.


Como é chamativo o versículo 1: “ ao rei consagro o que compus”. Isto mexe com meu íntimo porque fala diretamente do chamado que temos, todos nós fomos chamados a ter uma vida que harmonize se como uma composição ao Rei, com a inspiração do Espírito Santo.


Se nos prendermos às nossas próprias palavras e ações não encontraremos dignidade para descrever nada sobre o Rei, mas se permitirmos a ajuda do Espírito Santo, a palavra, o testemunho, o anuncio do evangelho será borbulhante e fervente.


Fico pensando na realeza do momento em que os filhos de Corá conceberam este salmo, é provável que ao compor esse cântico destinavam o a uma cerimônia nupcial, porém enfatizam o Rei nos versículos 1 a 9, e o que mais impressiona é eles mantém em todos os 17 versículos a forma didática, isto é, um salmo reflexivo com aplicações pedagógicas, o que me deixa a vontade para afirmar que tudo na na Bíblia está vinculado ao ensino e prática dos princípios divinos.


Agora se não bastasse a aplicação de fazer certo o que pretendiam, os autores usam de uma expressão tremenda “ a minha língua é como a pena de habilidoso escritor”.


Na escola que me formei em 1962, a carteira tinha um buraco e um tinteiro e usava-se uma caneta com pena removível, e tudo o que era escrito era com aquela tinta e caneta. As vezes a tinta vinha misturada, sobrava restos nos vidros de tinta no almoxarifado e o servente misturava tudo e enchia os vidros. Eu chamava a professora e reclamava porque as letras ficavam desiguais na cor. Quando eu chegava de manhã na sala de aula a primeira coisa que eu fazia era ver se o tinteiro tinha tinta suficiente e de uma só cor para as atividades até ao meio dia.


Lembra do titulo da mensagem? Então material adequado, melhor resultado. Por isso pego esta linha de pensamento, será que estamos usando a tinta pura, Deus não quer nada colorido, Ele quer algo definido. Será que o material, quer dizer, a tinta que estamos usando nos dá a condição de sermos como o destro escritor. Ou estamos usando tinta misturada.


Eu participei de um retiro em 2000, e nos intervalos das ministrações ao invés de bola, divertimento, piscina e outros, o tempo que tínhamos era para escrever um salmo ao Senhor. Que coisas tremendas saíram das minhas mãos e companheiros. Porque conseguimos este feito? Por que estávamos usando o material adequado. Usando a tinta pura.


E quando é que a tinta é pura? É quando a nossa vida está cheia da Palavra de Deus então, cheios, transbordantes da Palavra, então a nossa língua vai manifestar palavras de consagração ao Rei.


Toda a leitura da Palavra visa que debaixo da inspiração do Espírito Santo, venhamos a nos encher do material adequado, da tinta pura, para sermos instrumentos da impressão dos projetos divinos àqueles que nos cercam.


Murmuração, reclamação, lamúria, desconfiança, suspeita e até a falta de compreensão aos limites que nos cercam, são sinais visíveis da utilização de material inadequado, ou misto, quer dizer, recebe a Palavra de Deus de bom grado, mas não rejeita as coisas do mundo. De repente as novas cores ditadas pelo sistema, se mesclam à tinta pura da Palavra de Deus. Não podemos aceitar.


Lembro de numa dessas raras entrada que dou no Facebook, ví no perfil de dois amigos, um tipo de enquete sobre o BBB com um tarja em vermelho NÃO VOU ASSISTIR. É lógico que eu curti isto e ainda comentei: “ já está difícil de pagar a taxa absurda de água, não vou querer a rede esgoto na minha sala”, nunca assisti este lixo chamado BBB, nem vou assistir agora. Crente que lê Bíblia e que assiste BBB está misturando tinta de péssima qualidade numa tinta especial .


Os filhos de Corá estavam tão cheios da boa tinta da Palavra que eles tiveram a liberdade para escrever um poema que enobrece aos que são alcançando, repito, o início, a mostra do que vai ser o salmo é traduzido pelo versículo 1 “de boas palavras transborda o meu coração”. É isto, Deus não busca nada de vulgar para alcançar vidas, Ele espera e quer “palavras boas, que se emergem da tinta pura da Palavra de Deus.”


Comumente lemos um texto, apreciamos, mas retemos só por um período, e não buscamos novas porções que nos dê ânimo  e impulso a ser um transmissor da verdade. É preciso estar encharcados desta tinta maravilhosa da Palavra que sempre descreve uma nova perspectiva de vida. Quando estamos cheios do material adequado, o melhor resultado será o fazer coro com o que o sábio escreveu em Provérbios 23: 18 “porque deveras haverá bom futuro; não será frustrada a tua esperança”.


Uma vez ganhei uma caneta Parker, tinteiro, muito boa mesmo, e eu desrosqueava a parte de cima toda vez que a tinta estava acabando e havia uma recomendação no manual da caneta, que para um melhor aproveitamento da pena, deveria ser apertado fortemente a parte interior dotada de uma bisnaguinha de látex apoiada por um dupla haste metálica, até que saísse toda tinta velha, evitando assim vazamentos ou borrões.


Parece linguagem figurada, mas não é, eu penso que muitas vezes a nossa mente está tão cheia de argumentos e resiste a este pressionamento mais forte que gerará uma limpeza adequada tirando as misturas coloridas que querem homogenizar com a tinta da Palavra.


Tirar as tintas erradas gera dores, porque as tintas erradas falam da alma, da nossa vontade, mas a tinta certa fala do Espírito.


Deus e a sua Palavra não podem ocupar um mesmo espaço onde tem coisas contrárias à santidade. E é nesta hora que temos que tomar a atitude ousada do salmista:”Ao rei consagro o que compus”. Isto fala de uma ação de fé. Justamente, fé. E fé deve ser o nosso agir diário. Então quando começamos a agir em fé, um alvoroço vai romper em nosso interior, com uma vantagem, não na alma, mas no espírito.


Quem age na alma não tem fé. E quando enchemos a nossa alma estamos usando tinta errada. Eu sempre vejo nas casas do ramo anuncio de um material que a primeira vista parece ser de qualidade, mas depois que você compra fica difícil. Numa casa que vende material de primeira qualidade, uma galão de 18 litros de tinta custa mais de 200,00 reais, aí na próxima loja em promoção, tinta para interior e exterior 18 litros, 49,90 reais. A diferença você percebe só na 5ª.demão, que ainda não cobriu a tinta velha.


Temos que estar cheios da tinta certa, do material adequado, para que a nossa vida seja uma composição consagrada ao Rei. A nossa língua como pena do habilidoso escritor. Se consagramos podemos escrever uma nova história, sair do marasmo, da mesmice, da mesma liturgia de sempre, mas para isto precisamos usar o material adequado.




Se queremos obter um melhor resultado, precisamos usar o material adequado. Tudo que fizermos tem que deixar a marca, a impressão de que a tinta que usamos era a tinta verdadeira: a Palavra de Deus.


De boas palavras transborde o seu coração, ao Rei consagre o que compôs e a sua língua seja como a pena de um habilidoso escritor. 

segunda-feira, 10 de junho de 2019

UM LEVITA, LINDAS CANÇÕES, DORES PESSOAIS.





Tenho profunda admiração pelo livro de Salmos, me inspiro nele diariamente. Salta-me os olhos o versejar dos seus autores, mas gosto de demorar-me nos salmos de Asafe, 12 ao todo, o 50 e do 73 ao 83. Gosto de pensar que os seus salmos são uma amostra da música que ele compôs para a inauguração do Templo de Salomão, tão rico hino, tão cativante que Deus ao ouvi-la desceu da sua nuvem de glória, e o templo se encheu da Shekinah que os sacerdotes não podiam parar em pé.

Que prodígio e inspiração buscou Asafe para agradar a Deus dessa forma!!! Vejo a espiritualidade do salmista sempre as voltas com as suas composições e salmos, lábios transbordantes de louvor, mas isso não isentava o de experimentar suas dores. Ele tinha pessoas da família bem enfermas.

O músico, o levita, o ministro de louvor está sempre pronto para conduzir a congregação ao êxtase provocado pelos  louvores entoados, afinal esses atraem a presença de Deus. Então, mesmo com tanto envolvimento espiritual, o levita não está isento das suas particulares dores. Há pouco vimos a batalha travada pela cantora e pastora Ludmila Ferber, que com suas composições tocam os céus, mas atravessou um renhida luta contra o câncer. Lindas canções, dores pessoais.

É assim mesmo, ninguém é capaz  de avaliar o tamanho da dor do outro. Só quem experimenta a dor conhece o destroçar da alma que uma dor provoca. Tenho padecido de violentas dores por todo o corpo oriundas de algumas enfermidades, mas ninguém é capaz de mensurar o grau dessas dores. Dor é um sentimento exclusivamente individual, e então não adianta alguém dizer: pense que tem gente que sofre mais que você, ou ainda como eu ouvi semana passada, ah você está com muitas dores, mas está andando ainda. Esses argumentos não diminuem a minha dor, não alivia em nada, porque só eu sei da minha dor e não sei da dor do outro.

Pode ser ainda uma dor sem medida sofrida na alma, como experimentei no final de 2019. Dói tanto que as vezes eu  me pego numa inspiração indevida, me demorando ainda mais no Salmo 44 escrito pelos filhos de Corá e quase que argumentando os versículos 23 a 26, dando um alerta a Deus: Desperta! Porque dormes Senhor? Desperta! Não nos  rejeites para sempre!Porque escondes o rosto e te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão? Pois a nossa alma está abatida, e o nosso corpo está como que pegado no chão. Levanta-te para socorrer-nos; resgata-nos por amor da tua bondade.

A dor nos leva a atitudes descabidas. Quando o limite da dor se torna insuportável, até mesmo quem teceu melodiosas frases em 11 salmos, no caso Asafe, ao iniciar o Salmo 83 , seu 12º. Salmo, cansado de ver o sofrimento do povo de Deus ele brada no versículo 1: “ Oh! Deus, não te cales, não te emudeças e nem fique inativo, oh Deus “.

Atente para isso, um homem acostumado a tecer palavras de enaltecimento e glorificação a Deus, repentinamente cai num lamento desse. Rebeldia? Não, antes a expressão da alma aflita em dor por ver o povo sucumbindo diante dos conspiradores contra os protegidos de Deus.

Em outra ocasião,  Asafe enveredou por ouvir seus temores e dores interiores, mas felizmente caiu em si e aí proclama nos Salmos 77.10: “isso é enfermidade minha”. Que Deus nos ajude em nossas dores e que as vençamos pelo poder da Palavra, como o povo no deserto o fez conforme o Salmos 107.20: “Enviou a sua palavra, e os sarou, e os livrou da sua destruição.” Que formemos consciência que isso é tudo o que precisamos para sanar nossas dores: a Palavra: "Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal. Isso se constituirá em saúde para o teu corpo e vigor para os teus ossos." (Provérbios 3.7-8).

sexta-feira, 7 de junho de 2019

A DESOBEDIÊNCIA CEDIDA AO FASCÍNIO DOS DITAMES MUNDANOS



Tenho visto tanta desobediências á princípios básicos, as vezes coisas comuns, mas que mesmo assim dão uma forte conotação à uma inclusão das pessoas no viver atual, ditado por tod, a a propaganda chamada de normal, que insere a pessoa no contexto de "ficar igual, ou participar do sistema ditado pelo príncipe deste mundo", que me faz atirar em profundas reflexões  do porquê a desobediência tem exercido  tanto fascínio sobre o ser o ser humano, inclusive atingindo até os das igreja. 

Parece que é uma espécie de encantamento, mostrando que o homem tirou o foco dos princípios que foram ditados por Deus. No contexto bíblico a primeira conseqüência da quebra das ordenanças divinas originou a morte, quando Adão Eva caem na desobediência, e depois quando da vinda dos preceitos, mandamentos e estatutos do Senhor, é revelado que o desobediente é um ser corrompido onde nele não se vislumbra a sabedoria que deveria ser o lume para os outros homens.

Quando Moisés recebe os princípios divinos, chama o povo e assim declara: Eu lhes ensinei decretos e leis, como me ordenou o Senhor, o meu Deus, para que sejam cumpridos na terra na qual vocês estão entrando para dela tomar posse. Vocês devem obedecer-lhes e cumpri-los, pois assim os outros povos verão a sabedoria e o discernimento de vocês. Quando eles ouvirem todos estes decretos dirão: “De fato esta grande nação é um povo sábio e inteligente”. Dt 4:5-6.

A morte já está patenteada que será o ultimo inimigo a ser vencido, conforme escreveu Paulo em I Coríntios 15: 26, quer dizer, até que Cristo volte para buscar a sua Noiva ainda experimentaremos a conseqüência da desobediência. Mas, pense, tenha bom senso, revelar-se desatinado por opção ou sedução pela prática da desobediência é cair no paraíso. Não quero justificar o erro de Adão e Eva, mas nós temos toda a Lei, os Profetas e a revelação da cultura neo-testamentária como verdadeiros semáforos, alertas e avisos de “pare”, não atravesse, pecado à frente. Então, a desobediência é a quebra de princípios.

Por maior que seja o encantamento, a fascinação que a desobediência possa exercer sobre o homem, os princípios de Deus tem argumentos mais veementes, mais fortes, daí o que não justifica o ceder à desobediência com tanta facilidade. Quem vive e caminha por princípios, pode descansar na hora de pedir socorro, a exemplo de Davi como fez em Salmo 119:173 “Com tua vem ajudar-me, pois escolhi os teus preceitos”(normas, regras, princípios).

Mesmo lendo a Bíblia tem muita gente que não se afina, não distingue e não sabe o que são princípios. Princípios são ensinamentos básicos, verdades práticas que estão na Palavra de Deus e que devem ser aplicados em todas as áreas da nossa vida: familiar, escolar, espiritual, etc. E que treinam a nossa mente para que possamos discernir o bem do mal

Há os que pensam que o que foi escrito na Palavra é só para aquele tempo antigo, para os apóstolos, os judeus. Mas eles são válidos em todo o tempo, em todo lugar, para todas as pessoas de todas as idades e todas as áreas da nossa vida. É por isso que Davi fala no Salmo 119:105: "Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e luz para os meus caminhos". Os princípios contidos na Palavra de Deus devem ser guardados em nosso coração.

Deus sabendo que não poderíamos vê-lo, fisicamente, por causa do pecado que nos afastou de Sua maravilhosa presença, inspirou dezenas de homens e mulheres, ao longo de séculos, para escrever o manual mais completo de todos os tempos, a Sua própria Palavra escrita, a Bíblia, para que os Seus ensinamentos, os Seus princípios, não fossem esquecidos através dos tempos, mas estivessem sempre vivos diante de nós.

Muitas pessoas estão em busca das suas vitórias, querem a todo custo ser vencedoras, e, no entanto não tem conseguido chegar porque não aprenderam a obedecer por completo. Vitória noventa por cento, é derrota cem por cento. E porque não vencem? Há uma necessidade premente de saber que não existem vitórias sem vencermos primeiro as nossas guerras pessoais, e a não observação dos princípios, é uma batalha renhida.

Quando observamos a narrativa da história de Israel vemos que o povo de Deus sempre vencia as mais ferrenhas lutas, porém, tropeçou numa batalha que parecia impossível perder, como foi o caso de Ai. E porque perdeu uma batalha desta? Por que Acã, um do povo quebrou princípios sagrados. (Josué 7).

Como pode uma derrota no lugar de uma vitória que era certa? Desobediência aos princípios. A fórmula de Deus para a vitória é baseado em Seus princípios divinos, e se assim procedemos temos o o direito de derrubar os gigantes que se levantam contra nossas vidas, se estamos escondidos nos princípios não nos assustaremos com os gigantes que se levantam de todos os lados.

O cenário da vitória está montado, você decide e Deus te prepara para a vitória através dos seus princípios.

Quem estiver andando segundo seus próprios planos, estratégia pessoal, seguindo sua própria vontade, com pose de que já sabe tudo, deixando a soberba tomar conta da vida, andando no próprio caminho traçado, o próximo passo é a queda. Provérbios 16:18 diz que “o orgulho vem antes da destruição, o espírito altivo, antes da queda.”

Vencer requer um quesito fundamental: observância dos princípios de Deus, porque as promessas de Deus não são para desobedientes. Os princípios não podem ser quebrados. Os princípios para serem obedecidos, exigem a atenção ao que o Espírito diz. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus” (Ap 2:7).

Sabe do que fala isto? Fala de obediência. Ouvir é igual obedecer. ”Se quiserdes e me ouvirdes, então comereis o melhor dessa terra.” (Is 1:19). “Quem há entre vós que a isso dará ouvidos? que atenderá e ouvirá doravante?” (Is 42:23). “Ouvi agora isto, ó povo insensato e sem entendimento, que tendes olhos e não vedes, que tendes ouvidos e não ouvis.” (Jr 5:21).

A Bíblia diz: “Quem tem ouvidos, ouça!” Isto quer dizer: quem ouvir, obedeça.

A vitória se conquista observando os princípios de Deus. Saia do fascínio, do encantamento, diga sim aos princípios de Deus. Seja obediente. Ande em princípios e experimente a vitória.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

PONHA A BOCA NO PÓ, TALVEZ HAJA ESPERANÇA!







Durante 22 anos e meio estive à frente de uma Escola de Reeducação Social e ali ouvi inúmeras vezes os alunos que ali estavam matriculados no programa residencial usar uma expressão interessante extraída de Lamentações 3:29 "Ponha a boca no pó; talvez assim haja esperança". Eles se referiam à coisas que pareciam impossíveis de reconquistar, e usavam a oração, o clamor, o render-se ajoelhado diante de Deus buscando esperança para as suas causas. Não sei como explicar, mas vi muita gente reencontrar a esperança. 

Também ouvi centenas de  pais em desespero pela prisão dos filhos por porte de drogas, não pouca, o que já justifica o angustiante pedido de socorro dos pais. Passei a instruí-los sobre os procedimentos cabíveis no caso e me dispondo a ajudá-los, primeiramente em oração e depois com orientações e apoio para tão tristes casos. Houve um momento que me comovi quando um dos  pais me perguntou: Pastor será que ainda há esperança para o meu filho? Então passei por diversos dias pensando naquela pergunta, já que existia um sem número de pessoas desesperançadas.

Com o pensamento fixo no ocorrido, veio-me a mente um texto muito interessante que nos serve para reflexão e ver a grandes possibilidades do renascimento da esperança:

”Não aparecendo nem sol nem estrelas por muitos dias, e continuando a abater-se sobre nós grande tempestade, finalmente perdemos toda a esperança de salvamento. Visto que os homens tinham passado muito tempo sem comer, Paulo levantou-se diante deles e disse: Os senhores deviam ter aceitado o meu conselho de não partir de Creta, pois assim teriam evitado este dano e prejuízo. Mas agora recomendo-lhes que tenham coragem, pois nenhum de vocês perderá a vida; apenas o navio será destruído. Pois ontem à noite apareceu-me um anjo do Deus a quem pertenço e a quem adoro, dizendo-me: “Paulo, não tenha medo. É preciso que você compareça perante César; Deus, por sua graça, deu-lhe a vida de todos os que estão navegando com você”. Assim, tenham ânimo, senhores! Creio em Deus que acontecerá do modo como me foi dito.” At 27:20-25

Recentemente descobri que existe mais de 1 bilhão de pessoas que se atiram nas redes sociais da internet buscando freneticamente um pedido de socorro. É um grupo muito grande de pessoas que estão à caça de companhia, ou ainda, querem exprimir a sua necessidade de encontrar alguém que possa compartilhar seus reclamos.

Estes navegadores utilizam a net como se fosse um grande consultório global, onde podem exprimir as suas crises existenciais, portanto cerca de 80%, ou seja, mais de 1 milhão de pessoas acabam por confessarem que estão desesperançadas.

A maioria não acredita mais em oportunidade de uma mudança de vida porque está tão traumatizada pelas dores e vicissitudes experimentadas no caminhar da vida. Não há para estas mentes de gente tão esquizofrenizada pelos vícios, e aqui não são só as drogas, o álcool e o cigarro, mas o vício da televisão, da pornografia, e ainda a escravidão da maquinação diuturna de maus pensamentos.

Há muito movimento religioso e também de auto ajuda tentando dar um norte para estas pessoas, mas a maioria sente uma alma esvaziada de coisas boas, com tendências suicidas e acreditam mesmo que nunca experimentarão a vitória em qualquer atividade que se propuserem a fazer.

Isto fala de uma acentuada desesperança que se abate sobre tanta gente. Estes são semelhantes com os envolvidos no naufrágio de Paulo porque perderam a esperança, e o versículo 27, pinta com grandes letras o diagnóstico desesperador de cada um daquele navio: At 27:20: “Dissipou-se toda a esperança de salvamento”. Dissipou, acabou, frustrou, malogrou se toda a esperança.

As estatísticas dizem que há mais de 1 bilhão e meio de pessoas que se utilizam dos serviços de internet em todo mundo, no entanto, mais de 1 milhão de pessoas revelam a sua falta de esperança. É como o diagnóstico hoje do rebanho “cristão” em geral, mais da metade que tem uma vida religiosa, que freqüentam cultos não tem mais esperança. Não crêem mais nos sonhos e hoje não tem nem a coragem de contar para alguém ou assumir a posição de que perdeu sua esperança.

Mas eu tenho boas novas, Jesus pode e fará para aqueles que querem a restauração da esperança, Ele ressuscitará os seus sonhos.

A SENSAÇÃO QUE AS PESSOAS TÊM É QUE NÃO EXISTE MAIS ESPERANÇA PARA ENCONTRAR A LIBERTAÇÃO.

Tomando o exemplo do naufrágio de Paulo, que tipo de gente seguia naquele navio? Presos, inclusive Paulo, como está nos vss.1 e 2 do mesmo capítulo.
“Quando ficou decidido que navegaríamos para a Itália, Paulo e alguns outros presos foram entregues a um centurião chamado Júlio, que pertencia ao Regimento Imperial. Embarcamos num navio de Adramítio, que estava de partida para alguns lugares da província da Ásia, e saímos ao mar, estando conosco Aristarco, um macedônio de Tessalônica”.

Interessante, Paulo não está indo de primeira classe, está sendo conduzido à Roma como preso. De repente, o navio se destroça e de imediato a intenção dos soldados era que todos presos fossem mortos, para que nenhum deles pudesse empreender fuga nadando. At 27.42 Os soldados resolveram matar os presos para impedir que algum deles fugisse, jogando-se ao mar.

Que situação, o navio vai a pique, e a chance de fugir seria coibida pelas espadas dos soldados, isto significava que nem mesmo o naufrágio criava a possibilidade de serem livres, aí perdeu se toda a esperança completamente.

Atualmente há uma multidão incontável que já não tem mais esperança, aliás, vivem sem esperança, sem um sonho, sem um projeto de vida, são reféns da prisão chamada drogas, estão ainda acorrentados na escravidão do pecado, não conseguem tirar nem dos lábios a enfermidade, antes só confessam destruição, à primeira dor de estomago já imaginam como dizem eles, ai é úlcera, câncer, ai eu estou com as dez pragas do Egito. Gente que não acredita mais na esperança.

E nós que temos a esperança viva em nós, o que temos feito, chegamos à igreja e dizemos: tem pouca gente hem? Mas o que temos feito para mudar o quadro. Quanto tempo semanal tem tirado para levar a esperança aos desesperançados? Andamos com um folheto de evangelização na mão? Oramos quanto pelos perdidos? A nossa atitude de crente está gerando expectativa no incrédulo de conhecer a esperança? Qual foi a ultima vez que falamos de Jesus para alguém? A falta de ocupação nossa com o que é secular tem tirado a oportunidade de algum desesperançado retomar a esperança em Jesus.

OS FATOS ACONTECIDOS ACABAM POR GERAR UMA FALTA DE ESPERANÇA NO LIVRAMENTO.

O vs 37 diz que havia naquele navio 276 pessoas. Estavam a bordo duzentas e setenta e seis pessoas.
Já assistiu a cena de alguém no meio de uma tempestade, o desespero é grande, imagine 276 pessoas que experimentaram a fúria do Euro-Aquilão, um tufão de grande proporção que se abateu sobre o navio e isto gerou naquelas vidas a perda da esperança. Pelas circunstâncias não tinha como eles verem uma saída para escaparem com vida. O parecer geral era que nunca se livrariam daquele drama.

Estavam tão sobressaltados com o ocorrido, com a ansiedade que segundo Atos 27:33-36 a falta de esperança de um livramento, isto é de sair com vida daquela situação, que por 14 dias nem comer queriam aqueles homens. Pouco antes do amanhecer, Paulo insistia que todos se alimentassem, dizendo: Hoje faz catorze dias que vocês têm estado em vigília constante, sem nada comer. Agora eu os aconselho a comerem algo, pois só assim poderão sobreviver. Nenhum de vocês perderá um fio de cabelo sequer. Todos se reanimaram e também comeram algo.

E então Paulo cheio do Espírito Santo tomou pão e deu graças a Deus diante de todos e começou a comer. Um ato  restaurador dos ânimos para crerem que o livramento estava chegando. E atitude dele foi simples, partiu um pão e Deus graças na presença de todos.

Quantas vezes perdemos oportunidade de quando estamos com colegas da escola, da faculdade e do trabalho e nos assentamos a comer e esquecemos-nos de dar graças pelo que temos a mão para comer. Isto revela falta de fé, falta de testemunho, e a pessoas só recobram a esperança quando vêem alguém do grupo externar a fé e confiança no Senhor. Quando assim agimos exteriorizamos a certeza do livramento, pois Deus é quem cuida de nós.


PIOR QUE NÃO TER ESPERANÇA DE LIBERTAÇÃO, PIOR DO QUE PERDER A ESPERANÇA DO LIVRAMENTO E SER SALVOS COM VIDA É PERDER A ESPERANÇA DA SALVAÇÃO.

Então praticamente tudo estava perdido, mas dentre aqueles homens havia um temente a Deus, e quando ninguém mais cria, porque diz o texto no vs. 20 que a esperança se dissipara. Para aqueles náufragos não havia outra confissão. Já era. Mas Paulo temente a Deus e conhecedor do que Jesus é capaz de fazer traz uma declaração que abre a porta para que a esperança volte àqueles varões.

Em Atos 27:23 e 24 está a declaração: Pois ontem à noite apareceu-me um anjo do Deus a quem pertenço e a quem adoro, dizendo-me: Pois ontem à noite apareceu-me um anjo do Deus a quem pertenço e a quem adoro, dizendo-me:Paulo, não tenha medo. É preciso que você compareça perante César; Deus, por sua graça, deu-lhe a vida de todos os que estão navegando com você.

Uma pergunta se faz necessário: QUEM É O SEU DEUS? QUAL É O DEUS A QUEM VOCÊ SERVE?

Não é difícil dizer que serve a Jesus e que é propriedade dele, mas o que realmente tem feito por Jesus, pela sua causa? Porque a sua vida não é entregue totalmente a Jesus? Parece que Jesus esta inscrito no programa “Sua alma, minha vida” e está pulando miúdo para conseguir todos os requisitos para possuí-la. Por quê? Porque loteamos o nosso coração. Um quarto para isto, outro pedaço para aquilo e Jesus passa habitar em comodozinho do fundo, no meio de tanta bagunça. No meio de tanta porcaria que injetamos pelas principais portas de entrada do nosso corpo, mais acentuadamente os olhos e ouvidos.

Creio que você não experimentou um naufrágio, mas com certezas já teve dias obscuros onde parecia mesmo que o sol não havia brilhado. De igual forma noites infindáveis de intensas trevas atravessamos sem experimentar nem sequer o brilho de uma estrela só. Quantas também não foram as tempestades que nos sobreveio, entretanto nós temos tido a felicidade de termos a esperança fundamentada, e se para você parece não haver mais esperança, nós queremos orar por você para que Cristo seja sua eterna esperança. Envie um email para vanelli.ap@gmail.com e estarei orando pela restauração da sua esperança e seus sonhos.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

O SEGREDO DA TRANSFORMAÇÃO: OUVIR, CRER, OBEDECER .









É linguagem comum falar entre os que creem sobre transformação. Sim transformação é uma palavra muito forte por que ela por si só já dá uma idéia, de algo, de alguém que passou por um processo migratório, ou seja, trocou, mudou de forma ou fórmula. Um bom exemplo para ilustrar a transformação, é lançarmos mão do primeiro milagre de Jesus, quando Ele nas bodas de Caná da Galiléia torna a água em vinho. 

O episódio narrado em João 2, se inicia logo após Natanael ter reconhecido Jesus como o Filho de Deus e o Rei de Israel. É importante notar o envolvimento da fé neste reconhecimento. Jesus estava indo para a Galiléia e encontrou Filipe. Fez o convite: Segue-me. Imediatamente Filipe estava caminhando com o Mestre. Diz a Bíblia que Filipe encontrou Natanael e sem demora anunciou-lhe Jesus: Achamos Jesus, o Nazareno, filho de José, descrito por Moisés e os profetas.

Natanael pergunta: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Filipe simplesmente lhe diz: Vem e vê. Quando Jesus avista Natanael, ele o classifica como um verdadeiro israelita, em quem não havia dolo, ou seja, ele era um homem sincero, direito e íntegro.

Natanael fica intrigado: Como este homem sabe quem eu sou? Ao que o Mestre lhe diz: Eu te vi debaixo da figueira antes mesmo que Filipe o encontrasse. Não precisou de mais nada, Natanael exteriorizou a sua fé reconhecendo Jesus como o Messias – aquele que havia de vir, o Filho de Deus. Por causa desse reconhecimento, a declaração de Jesus a Natanael é de acelerar o coração: é como se Jesus tivesse dito a Natanel, espere e você verá coisas, provas, maiores do que esta.

Como tudo começou? Jesus chama Filipe, que aceita o convite e segue a Jesus, que apresenta Jesus a Natanael, que também segue a Jesus. Este é o fundamento da fé: apresentar Jesus, sobre quem os profetas falaram; com quem os discípulos conviveram.

Falar de Jesus gera fé. A fé gerada, provoca uma explosão de milagres. E foi isto o que aconteceu: Nunca ninguém tinha ouvido naquela época falar sobre água ser transformada em vinho. E vinho dos bons!

Maria, a mãe de Jesus foi convidada para o casamento. Também Jesus e os seus discípulos estavam ali.Em certo momento da festa, Maria ficou sabendo que o vinho tinha acabado. A festa estava no meio. Imagina a preocupação dos serviçais! O que fazer?

Maria sabia exatamente a quem recorrer: Jesus. Até então, Jesus não havia realizado nenhum milagre, mas, Maria sabia em quem ela cria. Apesar de Jesus ter dito que ainda não era chegada a sua hora, ela disse aos servos: Façam tudo o que Ele mandar, quem dizer, não olhem para as sua posições, suas experiências de vida, apenas obedeçam, façam tudo o que Ele disser.

Jesus realizou aquele milagre a partir dos elementos que já existiam ali no local.  Haviam na festa seis (06) talhas com capacidade entre 80 e 120 litros de água.Jesus mandou os empregados encherem-nas com água. Eles obedeceram. Encheram. Ato contínuo, Jesus lhes diz para tirarem um pouco da água e levar para o mestre de cerimônias.

Agora, já não era mais água, ali estava o melhor vinho até então degustado  e foi  servido no meio da festa. Ali estava revelada a glória de Jesu e os discípulos creram nele. 

Pensem, água era  uma necessidade para o ambiente festivo. O vinho de Jesus foi uma recompensa e ele  representava a alegria da festa, a felicidade, o gozo, a compensação. O vinho excelente representa o melhor desta terra. Naquela festa que só havia água, agora tinha entre cerca de 480 a 720 litros de uma bebida sem igual. 

Qual foi o segredo da transformação? Ouvir, crer e obedecer. Quando ouvimos a Palavra de Jesus, cremos e obedecemos, o milagre, o resultado glorioso é manifestado. Não importa a sua idade, mesmo que ainda esteja entrando na adolescência, se apegue ao que diz o Salmos 119:100 " O jovem obediente é como um idoso sábio".

terça-feira, 4 de junho de 2019

UMA FÉ SEM FRONTEIRAS





Tenho pensado ultimamente numa passagem bíblica extraordinária. Aquela em que um centurião – um tipo de oficial do exército romano – pede a Jesus que cure um de seus servos somente com Sua palavra de autoridade (Mt 8: 5-13). Maravilhado, Jesus realiza seu pedido e elogia o tamanho de sua fé. Foi um exemplo contundente de que a ação de Deus não está enclausurada dentro das “paredes” da religião tradicional.

O sábio Agostinho disse certa vez: “não há salvação fora da igreja”. Esse texto mostra o contrário. Os romanos dominavam o mundo na época de Jesus, incluindo a região onde hoje é o estado de Israel. Havia uma opressão terrível sobre o povo hebreu. Mesmo assim, apesar de o judaísmo não ser uma religião com intenções missionárias, certas pessoas “vindas de fora” do arraial convertiam-se a Javé, Deus dos judeus. Eram chamadas de “prosélitos”: pessoas socialmente aceitas como simpatizantes do Senhor, mas sem nenhum vínculo com a religião oficial: o judaísmo. Eram desprezadas pela liderança religiosa de Israel.

O texto não diz, mas fica muito claro que o centurião – uma verdadeira “máquina” de matar – sabia exatamente quem Jesus era. Ele o respeitava como uma autoridade espiritual descolada do Estado e, principalmente, de César – o imperador. O oficial entendia a figura do Cristo como um semelhante. Pelo menos, na questão da autoridade. Parecia evidente que ambos exerciam suas funções dentro de seus raios de ação, cada um na sua jurisdição, por assim dizer.

A nobreza do centurião é vista como alguém que pede um favor para o outro, não para si. Na verdade, mais do que isso, ele intercedia por um subalterno, que para outros, poderia ser desprezível, mas não para esse cidadão romano. É uma aula de liderança. 

Esse líder era idolatrado porque pensava mais nos membros da equipe do que em si próprio. Um ótimo exemplo para todos nós que trabalhamos em equipe em nossas profissões. Estamos preocupados somente com nosso futuro e carreira, ou nos importamos com o bem-estar de nossos subordinados?

Mais adiante, em um show de humildade, o centurião diz não ser digno da presença de Jesus em seu lar. Mostrou submissão ao Cristo e consciência do pecado, certamente revelada pelo Espírito. Parece pouco, mas já imaginou um general do exército dizendo-se indigno de receber em casa um carpinteiro? Humanamente falando, impossível. Mas perfeitamente possível pela ótica do reino de Deus, onde a soberania do Cristo não pode ser sequer questionada. Não tenho nenhuma dúvida de que o centurião sabia disso com exatidão.

Por fim, no ápice da passagem, o oficial romano mostra a Jesus que se ele, com sua autoridade humana é capaz de ter ordens fielmente cumpridas, imagine só quanto àquele que tem toda autoridade no mundo espiritual? Apenas uma palavra seria necessária. Que fé estarrecedora! Que convicção no poder daquele que é o Verbo encarnado!
Jesus conclui dizendo a seus seguidores que o reino de Deus ganhará o mundo e irá buscar na dispersão os membros do seu reinado, deixando de fora aqueles que tinham certeza de um local reservado ao lado de Abraão, Isaque e Jacó. Pois bem, cá estamos nós, alcançados pelo evangelho da graça e prestes a repetir o erro que os judeus cometeram 2 mil anos atrás: pensar que somente os do arraial gospel irão sentar-se ao lado do Pai, esquecendo-nos dos “centuriões” modernos, cheios de fé e pertencentes ao reino da luz assim como nós.

A maioria das lideranças cristãs exagera o papel da igreja na estória da salvação. É apenas um local onde pessoas com a mesma fé se encontram para comunhão e louvor. Nada mais. É um lugar para recarregar as baterias, ou os 15 minutos de intervalo entre o 1º e 2º tempo das partidas. A salvação é obra do Espírito, que convence do pecado. E esse convencimento acontece dentro e fora dos templos. 

Pessoas salvas não usam as mesmas roupas, não falam as mesmas coisas nem freqüentam os mesmos locais, necessariamente. Há muitos “centuriões” descolados do esquema tradicional de igreja – por vezes maçante – ignorados pelas pessoas, mas muito próximas de Deus e de sua vontade. Apenas cumprem a vontade do Pai de maneira surpreendente. E precisa muito mais do que isso? Não creio, pois quando Jesus resume a lei ele apenas diz “ame a Deus e ao próximo” (Mc 12:28). Lembre-se de que a igreja “cabe” em Deus, mas Deus não “cabe” na igreja.

A FÔRMA QUE FORMA

Em 1976 eu tive a felicidade de participar de uma Convenção de uma igreja evangélica em São Paulo e lembro-me bem do tema daquele ...